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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Expedição Brasil Central (Veadeiros, Jalapão, Bananal e Terra Ronca)

Viajar é preciso!


Como disse muito bem Amir Klink...

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor e o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver!” 


e tentamos fazer isso da melhor maneira possível. Qualquer fim de semana, feriado, férias, folga e grana extra estamos pegando a estrada para algum lugar. Quando mais simples, primitivo e inexplorado melhor, mas a beleza está nos olhos de que vê.


Setembro de 2013 saímos (dois casais) de Belo Horizonte rumo ao centro do Brasil. Nosso país tem belíssimas paisagens em qualquer lugar, das praias do nordeste às serras gaúchas, do litoral carioca ao pantanal... e no centro, uma região ainda pouco conhecida devido às grandes distâncias e de certa forma falta de divulgação e estrutura turística. Segundo cálculos prévios percorreríamos uns 5000 km (deu 7300). O roteiro foi de BH à Alto Paraíso do Goias. Palmas (onde pegamos um veículo 4x4) indo ao deserto do Jalapão, Ilha do Bananal e na volta o Parque Estadual do Terra Ronca na divisa de GO/MG.

Os 4 roteiros são lindos e desafiadores.

O Veadeiros, mais conhecido, com melhor estrutura turística e número de visitantes precisa ser visitado pelo menos uma vez.

Ilha do Bananal deveria ser turística, mas as burocracias e descasos do ICMBio e Funai dificultam bastante.  É a maior ilha fluvial do mundo com cerca de 20000 Km² de extensão, cercada pelos rios Araguaia e Javaés. É considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO desde 1993. Fauna e flora são indescritíveis, mas é selvagem, não há estrada dentro da ilha e o acesso só é permitido oficialmente pela Funai e realmente pelas chefias indígenas residentes no local (esse foi nosso caso).

Parque Estadual do Terra Ronca, pouco conhecido dos brasileiros onde o bonito está quase sempre abaixo de seus pés, ou seja nas inúmeras e gigantescas cavernas da região. Sempre necessário um bom guia e o melhor dos melhores é o Ramiro

E por último mas não nessa ordem de visita ou importância o Jalapão. A qualquer um de se diga que foi ou vai ao Jalapão, chama-o a atenção e desejo de conhecer também, talvez pelo pouco que se conheça mesmo dessa região. É mesmo uma das últimas fronteiras do turismo brasileiro (excetuando a região amazônica). As estradas são de ruins a péssimas, as distâncias enormes, o calor assemelha aos desertos do Mojave e Vale da Morte nos USA e as estrutura de restaurantes e hospedagens são bem, bem, bem simples, ou seja IMPOSSÍVEL não se apaixonar. Não é preciso dizer que é um roteiro de aventura, para quem curte ecoturisco na sua forma mais primaria e natural. Acredito ser a "fonte do Brasil". Água, muita água porque onde quer se se vá. Rios caudalosos, limpos e quentes. Cachoeiras de todo tipo e tamanho, grutas, veredas, dunas. Sim, as famosas dunas do Jalapão. Apesar de serem o cartão postal e estarem na maioria das imagens divulgadas, são resultados da desertificação da região. Totalmente diferentes de Natal, Jeri ou Lençóis Maranhenses, pois são as montanhas se desfazendo frente aos fortes ventos e calor. Ainda sim é linda. E tem ainda os desconhecidos e maravilhosos Fervedouros, nascentes d'água cristalinas onde se banha sem afundar. Creio serem as maiores belezas dessa região.

Existem muitas agências que levam de SP e do RJ principalmente e as de lá que recepcional em Palmas, mas todas elas fazem passeios muito corridos (de 3 ou 4 dias). Quer conhecer bem vá por sua conta. Alugue um 4x4 em Palmas e siga para Ponte Alta do Tocantins, portal do Jalapão. Lá começa a aventura e depois de 5 ou 6 dias terá conhecido quase tudo, no seu tempo.

Curtam algumas fotos

























































Após 5 dias no Jalapão retornamos à Palmas para devolução da Amaroc (locada). Daí partimos para as outras atrações da viagem. Uma breve viagem à Ilha do Bananal com sua fauna e comunidades indiginas, as grandes cavernas do Parque do Terra Ronca e os rios e cachoeiras do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.










































Grato pela sua visita!

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